paineis-solares-fotovoltaicos-telhado-casa-parana-microgeração-cianorte_02_0-750x430(2)

SOLAR AMPLIA PARTICIPAÇÃO EM POLÍTICAS PÚBLICAS

Estados estão incluindo a geração fotovoltaica em edificações, o que gerará milhões em investimentos no curto e médio prazo

A geração fotovoltaica está sendo cada vez mais incluída nas políticas públicas de diferentes áreas. Neste semestre, governos estaduais, em especial, anunciaram projetos envolvendo o uso da fonte em edificações, visando promover a redução de impacto ambiental e a economia de custos com energia elétrica.

A principal iniciativa vem do governo do Piauí, que no dia 20/07 licitará um projeto pioneiro que prevê a formação de parceria público-privada (PPP) para construção de oito miniusinas solares, cada uma com 5 MW. A iniciativa vai garantir a autossuficiência de toda a demanda energética dos prédios da administração pública estadual.

A expectativa é que a PPP das miniusinas resulte em uma economia de R$ 7 milhões por ano nos gastos do estado com eletricidade, que custam cerca de R$ 44 milhões. A previsão total de investimentos da iniciativa privada é de cerca de R$ 175 milhões. O presidente da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, que apoiou a elaboração da iniciativa, comentou que “o projeto avançando no Piauí serviria de referência para outros usos de energia solar em PPPs”.

Outro destaque parte do Tocantins. Em maio, o governo sancionou um projeto de lei que garante a instalação de sistemas de energia solar em novas edificações, reformas ou obras de manutenção de prédios públicos estaduais. A matéria altera a Lei 3.179 de 2017, que instituiu a Política de Incentivo à Geração e ao Uso da Energia Solar (Pró-Solar).

Atualmente, a Secretaria da Educação, Juventude e Esportes do Tocantins (Seduc) está conduzindo os processos licitatórios para a instalação de sistemas fotovoltaicos nos refeitórios de 22 escolas estaduais. A previsão de investimento para instalação e conexão de cada sistema à rede é de aproximadamente R$ 106 mil por unidade escolar. Serão gerados entre 2.400 kW/h e 3.000 kW/h por mês, por unidade. Para o primeiro ano de operação, a Seduc estima uma economia de R$ 26,2 mil com energia elétrica em cada escola. Com apenas quatro anos, o sistema já terá gerado uma economia superior ao investimento realizado.

Por sua vez, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) anunciou neste mês que vai instalar 34 usinas solares fotovoltaicas em áreas operacionais disponíveis – na maioria, estações de tratamento de esgotos, do tipo lagoa de estabilização, que possuem terrenos ociosos. No total, serão 67 MW de potência instalada, o que corresponde a 4,5% de toda a energia consumida na companhia. A expectativa é que a produção de energia seja iniciada já no segundo semestre de 2020.

A primeira estação de tratamento de esgoto no país a ter uma usina solar foi a de Mogi Mirim, em parceria com a Sabesp e a Sesamm (Serviços de Saneamento de Mogi Mirim). Foram investidos cerca de R$ 1,8 milhão no projeto, que tem potência instalada de 402,37 kWp.

Já o governo do Ceará prevê lançar até o fim deste mês o edital de licitação para a instalação de sistemas fotovoltaicos em 32 escolas da rede pública estadual, informou a Secretaria da Infraestrutura (Seinfra). A previsão é que sejam investidos R$ 9 milhões no projeto, com recursos do Fundo de Incentivo à Eficiência Energética e Geração Distribuída (FIEE), coordenado pela Seinfra.

Conjunto de moradia popular: políticas de habitação incorporam mais geração solar

A primeira iniciativa do estado envolvendo solar em equipamentos públicos foi divulgada em fevereiro e consiste na instalação de 650 painéis solares na estação Juscelino Kubitschek e 325 na estação Padre Cícero, ambas da Linha Sul do Metrô de Fortaleza. O investimento será de R$ 1,6 milhão, com recursos do Tesouro Estadual e da Caixa Econômica Federal.

O prazo de instalação é até agosto, tendo mais seis meses para operação assistida, período de testes em que serão feitos os ajustes necessários. Após a implantação dos sistemas, a energia excedente gerada nas estações será transferida para a rede de distribuição, podendo ser, em até 60 meses, revertida para o Metrô, como crédito em produção elétrica, como compensação nas contas de energia da empresa. A estimativa é que a energia solar produzida nas duas estações supra a demanda elétrica de pelo menos quatro estações da Linha Sul.

Na geração distribuída de energia solar fotovoltaica, o poder público tem atualmente 967 sistemas (40,2 MW) em operação, e o serviço público tem 91 sistemas (3,7 MW). Somados, totalizam 43,9 MW e representam 1,4% do total da capacidade instalada de GD solar no Brasil, que é 2.952 MW. A perspectiva é que a fonte seja cada vez mais adotada em todo o país, conforme a tecnologia avance e os governos observem os resultados positivos para a administração pública.

Moradias

Para além de prédios públicos, a solar também está sendo incluída nas políticas de habitação popular. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) já entregou neste ano 1.172 casas com sistemas fotovoltaicos. Até o final de 2020, está prevista a entrega de mais 92 empreendimentos que correspondem a 7.886 unidades habitacionais. Desde 2018, todos os novos projetos de casas da CDHU passaram a contar com sistema fotovoltaico. No ano passado, foram entregues 18 empreendimentos, totalizando 1.451 unidades habitacionais com o equipamento. Cada sistema fotovoltaico custou pouco menos de R$ 3.000.

O consumo médio de energia elétrica dos moradores das casas da CDHU é de 140 kWh por mês. As placas solares instaladas nas residências permitem economia na conta de luz, com capacidade de gerar, em média, 80 kWh mensalmente. Lâmpadas LED instaladas antes da entrega das moradias proporcionam uma diminuição de 10 kWh no consumo.

Dessa forma, chega-se a um consumo médio de 50 kWh por mês. Levando-se em consideração a tarifa média cobrada pela CPFL, concessionária que atende a maioria dos empreendimentos da CDHU, uma conta de 140 kWh por mês, que corresponde a R$ 92,01, cai para R$ 27,47 se a média de 50 kWh por mês for atingida. Ou seja, a economia chega a até 70%.

O governo de Goiás também inseriu a fonte em sua política habitacional. A Agência Goiana de Habitação (Agehab) criou o Programa Fotovoltaico de Interesse Social, que entregou 770 unidades habitacionais com sistemas fotovoltaicos entre 2017 e 2019. As unidades foram construídas em parceria com o programa do governo federal Minha Casa Minha Vida nos municípios de Alto Paraíso (40 unidades), Pirenópolis (149) e Palmeiras (581), para atender famílias com renda de até três salários mínimos. O governo estadual bancou contrapartida de até R$ 20 mil por unidade habitacional.

Já os sistemas fotovoltaicos foram implantados exclusivamente por iniciativa e com recursos do governo estadual, que investiu R$ 2,3 milhões. Os sistemas são constituídos por dois painéis fotovoltaicos de 300 Wp e um microinversor de 600 Wp. O potencial de geração é de aproximadamente 75 kWh/mês por sistema fotovoltaico. Dependendo do perfil de consumo, muitas das famílias beneficiadas pagam somente a taxa mínima em suas contas de energia.

A Agehab está reestruturando o Programa Fotovoltaico de Interesse Social e buscando parcerias diretas com os municípios e outras instituições para garantir a expansão e ajudar a cobrir o alto custo atual dos sistemas, devido à alta do dólar.

Sistemas isolados

Do governo federal, a mais recente iniciativa envolvendo geração de energia solar foi divulgada pelo MME no dia 19/06, com a publicação do manual do programa de universalização de energia elétrica para a Amazônia Legal, o Mais Luz para a Amazônia. O programa utilizará fontes renováveis, principalmente sistemas fotovoltaicos. Os pequenos geradores de energia elétrica a diesel ou gasolina, que hoje são a única fonte de energia elétrica de muitas famílias que vivem nessas regiões remotas, serão substituídos.

A estimativa de custos é da ordem de R$2,4 bilhões a serem aplicados num período de cinco a sete anos. Os recursos necessários ao desenvolvimento do programa virão dos agentes do setor elétrico, da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e de outras fontes a serem regulamentadas pelo MME, em conjunto com outros órgãos governamentais.

O ministério informou que a demanda registrada nos nove estados da Amazônia Legal é da ordem de 72 mil famílias, cujas metas de atendimento serão definidas após o levantamento de campo a ser realizado pelas distribuidoras, assim que terminarem as restrições de deslocamento e de serviços impostas pela pandemia de Covid-19.

Universidades

Ainda na esfera federal, está em execução o processo de implantação de sistemas fotovoltaicos em 57 universidades que receberam R$ 120 milhões do Ministério da Educação (MEC) em dezembro do ano passado. Uma das instituições é a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), que foi contemplada com R$ 1,7 milhão para a construção de uma usina solar de 408,2 kWp no campus Erechim, no Rio Grande do Sul. A usina será construída em uma área de 4.400 metros quadrados, próxima ao restaurante universitário, e suprirá a demanda de energia do campus. A previsão é de que a usina entre em operação no mês de outubro. A planta também vai possibilitar projetos nas áreas do ensino, da pesquisa e da extensão, principalmente para o curso de Engenharia Ambiental e Sanitária.

Fonte: absolar.org

WEG-reporta-desempenho-anual-positivo-em-geração-solar-distribuída-apesar-de-impactos-da-pandemia-no-segundo-trimestre-de-2020

WEG reporta desempenho anual positivo em geração solar distribuída, apesar de impactos da pandemia no segundo trimestre de 2020

Balanço total da companhia apresentou lucro líquido de R$ 514,4 milhões no trimestre, crescimento de 32% sobre o mesmo período do ano passado

Por Ricardo Casarin

A WEG reportou performance positiva em geração solar distribuída (GD) no segundo trimestre de 2020 em relação ao igual período do ano passado. A companhia apontou que o negócio sofreu queda de demanda no Brasil na comparação com os primeiros três meses do ano, em função dos impactos da pandemia de COVID-19.

“O negócio de geração solar distribuída (GD), assim como os demais negócios de ciclo curto, sofreu queda na demanda em relação ao primeiro trimestre, devido às restrições adotadas no combate à pandemia. Porém apresentou boa performance quando comparado ao segundo trimestre de 2019, dado o crescimento deste negócio nos últimos doze meses”, destacou o relatório financeiro da empresa.

A companhia atua no fornecimento de soluções em energia fotovoltaica para o mercado nacional, incluindo módulos, inversores, transformadores, cubículos e subestações, além de toda a engenharia de integração e software aplicativo, seja para usinas, indústrias, comércios ou residências.

A WEG assinalou que a área de geração, transmissão e distribuição (GTD) foi o segmento de maior destaque no trimestre. “Grande parte das receitas estão ligadas à equipamentos de ciclo longo, principalmente em transformadores e subestações entregues para projetos importantes ligados aos leilões realizados nos últimos anos.”

O balanço total da companhia apresentou lucro líquido de R$ 514,4 milhões no trimestre, crescimento de 32% sobre o mesmo período do ano passado e de 17% em relação ao primeiro trimestre de 2020. O EBITDA atingiu R$ 732,2 milhões, 36% superior ao resultado do segundo trimestre de 2019 e 9,4% ao primeiro trimestre desse ano.

“Apresentamos outro trimestre de resultados positivos, com expansão de receita, EBITDA e ROIC. Nossa carteira de equipamentos de ciclo longo, em conjunto com a agilidade nos ajustes operacionais e o impacto positivo da variação cambial, mais do que compensaram até o momento as dificuldades impostas pela pandemia de COVID-19, que causou impactos negativos importantes em parte dos nossos negócios”, relatou a empresa.

A WEG destacou que os efeitos da pandemia foram sentidos principalmente na demanda por equipamentos de ciclo curto, nas áreas de motores comerciais e appliance, tintas e vernizes e também motores Industriais, cuja retração de volumes foi similar no mercado brasileiro e no mercado externo.

“Por outro lado, a resiliência dos negócios de ciclo longo mostrou-se relevante neste momento. Estes equipamentos, ligados a projetos de longo prazo, não costumam ser afetados por volatilidades de curto prazo, dado o extenso processo de planejamento e decisão envolvidos em projetos que consomem estes tipos de produtos.”

Fonte: Portal do Solar

Fonte: Portal Solar

Deputado propõe instalação de painéis solares em escolas estaduais do Acre

Projeto de Lei do deputado Chico Viga defende o uso da energia fotovoltaica em novas edificações de escolas da rede estadual

O deputado Chico Viga (PHS) apresentou, durante sessão virtual realizada no dia 8 de julho, um projeto de lei (PL) que prevê a instalação de energia solar em novas edificações de escolas da rede estadual do Acre. A proposta enfatiza que, além das vantagens decorrentes da energia fotovoltaica, como a redução dos gases de efeito estufa, existe também o avanço tecnológico resultante dela, como o baixo custo.

A energia solar gera uma grande economia nos custos com energia elétrica por pelo menos 25 anos, tempo médio de vida útil do sistema. Viga destaca que o Estado deve avançar com esta inovação, possibilitando modelos inovadores, mais baratos e eficientes na área de educação. “O PL é um estímulo ao aproveitamento do potencial solar de suprimento de energia sem prejuízo do meio ambiente valendo-se do vasto recurso existente”, defende.

Segundo ele, o estado deve aproveitar esse sistema de geração direta de energia elétrica devido a suas vantagens de custos, preços e tecnologia. “Não optar por esta orientação é virar as costas para a economia sustentável, de baixo custo e grande eficiência”, completa.

No ranking estadual de potência instalada na modalidade de geração distribuída, o Acre está em penúltimo lugar, somente com 3,9 MW implantado até agora, ganhando apenas de Roraima, cuja produção é de 1,8 MW. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

Apesar de passar parte do tempo com algum desvio pela umidade do ar a irradiação solar do Acre – e de qualquer outra no território brasileiro – é maior que a de vários países europeus, como a Alemanha, que vem usando largamente o sol como fonte de energia renovável. Há bairros inteiros abastecidos apenas com essa modalidade.

O estado vem mostrando interesse na energia solar. No dia 9 de julho, o vereador Eduardo Farias apresentou um anteprojeto de lei que sugere a instalação de sistema solar fotovoltaico em prédios públicos da Capital. Caso seja aprovado, ideia é que todos estejam equipados com o sistema no prazo de 10 anos

Fonte: Portal Solar

Engie-e-Air-Liquide-querem-criar-projeto-de-energia-limpa-em-larga-escala-na-França

Engie e Air Liquide querem criar projeto de energia limpa em larga escala na França

Empresa quer construir complexos solares e usar sobra de eletricidade para produzir hidrogênio a partir da eletrólise da água

As gigantes francesas Engie e Air Liquide querem construir complexos de energia solar capazes de abastecer 450 mil residências na região da Provença, com sobra de eletricidade suficiente para produzir hidrogênio a partir da eletrólise da água. O projeto chamado de “HyGreen Provence” produziria hidrogênio a partir de fontes renováveis em uma escala muito maior do que em qualquer outro lugar, além de reduzir as emissões de CO2 provenientes das operações de refino e petroquímica.

Segundo as empresas, parte do gás, que queima de forma limpa, seria vendida a refinarias e fabricantes de produtos químicos em Fos-sur-Mer, restringindo suas emissões de dióxido de carbono.

A indústria francesa já utiliza aproximadamente 1 milhão de toneladas de hidrogênio por ano e a meta do governo é que 20% a 40% dessa quantia esteja livre de carbono até 2028. Mas para isso, as empresas precisam de subsídios do governo.

O valor da produção do chamado hidrogênio verde (usando eletrólise da água e sem emitir CO2) é cerca de três vezes maior do que a reforma a vapor do metano (processo usado pelas refinarias que gera o gás causador do efeito estufa).

Gwenaelle Avice-Huet, responsável por energias renováveis, pede apoio do estado e incentivos para as empresas migrarem para o hidrogênio verde. “Precisamos ganhar escala com projetos de tamanho significativo para reduzir custos”, disse.

A União Europeia informou que a indústria do hidrogênio se beneficiará de pacotes de estímulo destinados a recuperar as economias dos países que foram duramente atingidos pela pandemia do coronavírus. A ideia é que as empresas consigam produzir hidrogênio a um custo competitivo até o final da década.

Inicialmente, o projeto HyGreen Provence seria conectado a um local de armazenamento e à rede de gás. O combustível seria usado para abastecer frotas locais de ônibus e caminhões elétricos. Segundo Avice-Huet, sua capacidade de eletrólise seria ampliada para até 250 megawatts em 2026. Isso produziria cerca de 20 mil toneladas de hidrogênio limpo por ano.

Pierre-Etienne Franc, chefe da divisão de hidrogênio da Air Liquide, segunda maior fabricante mundial de gases industriais, reforçou a necessidade de financiamento de grandes projetos-piloto para demonstrar sua viabilidade e acrescentou que a empresa busca subsídios para desenvolver eletrolisadores capazes de abastecer grandes consumidores, incluindo siderúrgicas, e plantas de liquefação para transportar o gás até clientes de menor porte.

“Precisamos criar uma cadeia de suprimentos baseada em hidrogênio líquido para transportar o combustível até os usuários finais, em locais onde não seria competitivo construir um eletrolisador”, disse Franc. O uso do hidrogênio também deve acelerar a transição energética e ajudar a alcançar a meta do bloco de se tornar neutro em carbono até 2050.

Fonte: Portal Solar

Fonte: Portal Solar

Garmin lança mais uma linha de smartwatches com tecnologia solar

Após os lançamentos recentes do Quatiz 6X Solar e do fēnix 6X PRO Solar, a Garmin aposta em mais uma gama de smartwatches com tecnologia solar: fēnix 6 e 6S, Instinct e Tactix Delta. Segundo a empresa, tecnologia solar da Garmin proporciona uma vida útil extraordinária à bateria. Os modelos integram perfis de atividade para surf, bTT, escalada indoor, bouldering, ski de montanha, com ferramentas para gerir a autonomia do relógio, bem-estar e aplicações de monitorização.

O CEO da Garmin Iberia, Salvador Alcover, destaca que os relógios GPS multidesportivos Garmin são a melhor escolha para atletas e aventureiros que querem avançar e superar cada novo desafio. “Com esta tecnologia, passamos a falar sobre a vida útil da bateria em dias e semanas, e até meses. O que lhe permite desfrutar por mais tempo”, comenta.

A nova tecnologia Power Glass, patenteada e desenvolvida pela equipe de engenheiros da Garmin, permite o carregamento do relógio pela energia solar, por meio de uma capa semitransparente, praticamente invisível, de células solares fotovoltaicas localizadas na lente do relógio. Essas células recolhem a energia do sol ao longo do dia, quando o relógio é exposto à luz. O painel solar está protegido por Corning Gorilla Glass 3, projetado com um tratamento DX resistente à prova de riscos, anti-brilho e à prova de impressões digitais.

No caso do fênix solar 6, o sistema de carregamento capta energia solar em duas zonas: por um lado, em torno do perímetro do painel, onde está localizada uma região que recolhe energia solar com máxima eficiência. Por outro lado, toda a superfície do ecrã (tela de projeção) do relógio também permite a captura solar. No Instinct, grande parte do rebordo da sua tela são células fotovoltaicas que são responsáveis por capturar toda a energia solar com a máxima eficiência.

Por meio de uma ferramenta de medição, junto à carga, é possível verificar rapidamente o desempenho e a capacidade de captura solar do relógio, diretamente no pulso e em tempo real. Além disso, reforçando a gestão da autonomia, a função personalizável Power Manager, também denominado de Administrador de Energia e disponível em todos os relógios solares, permite que os utilizadores ajustem e controlem a vida útil da bateria, desativando certas funções para prolongar a sua vida útil de acordo com as suas necessidades.

Segundo a empresa, o carregamento solar na bateria possibilita mais autonomia de uso e menos limitações para que os utilizadores possam desfrutar da aventura por mais tempo sem sacrificar todas as funcionalidades, perfis de atividade e funções inteligentes incluídas nos dispositivos.

“A Garmin continua a investindo e desenvolvendo sua própria tecnologia inovadora para facilitar e atender às necessidades dos utilizadores no seu dia a dia”, destaca o CEO.

A inclusão destes dispositivos à gama solar traz vantagem competitiva à Garmin, adicionando valor aos seus dispositivos, e ao mesmo tempo ajudando os seus utilizadores a ganharem tempo e experiências ao ar livre com total liberdade, deixando de lado os cabos de carregamento.

Fonte: Portal Solar

Fonte: Portal Solar

Primeiro pivô de irrigação do mundo acionado apenas por energia solar opera em Perdizes (MG), informa a Solbras

Com potência de 128 kWp, o sistema alimenta o equipamento capaz de irrigar 96,4 hectares por uma média de 6 a 8 horas por dia

Por Ricardo Casarin

O primeiro pivô para irrigação do mundo acionado apenas por energia solar foi implementando no munícipio de Perdizes (MG) informou o diretor comercial da Solbras, Rui Ruas, durante uma transmissão ao vivo promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG).

O projeto pioneiro foi desenvolvido em conjunto com a Valley e foi instalada uma usina fotovoltaica exclusivamente para o teste. Com potência de 128 kWp, o sistema alimenta um pivô capaz de irrigar 96,4 hectares por uma média de 6 a 8 horas por dia. “Esse sistema vem sendo testado há mais de seis meses. Está funcionando perfeitamente e atendendo a todos os requisitos”, declarou Ruas.

O executivo contou que Minas Gerais foi escolhida para receber o projeto em função de facilidades logísticas e da vocação do estado para o agronegócio e para a geração fotovoltaica. “A sede da Valley é em Uberaba. Ficou mais fácil para nossos engenheiros realizar os testes na região. Minas Gerais também tem uma incidência solar muito boa e uma vocação agrícola. Dos 425 projetos que já instalamos no Brasil, 80% são no agronegócio. Estamos nos aprofundando nesse segmento no estado.”

Recentemente, a Solbras foi adquirida pela Valmont, que também é proprietária da marca Valley, empresa especializada em irrigação. Na ocasião, o diretor-presidente da Valmont, Renato Silva, comentou que a energia fotovoltaica traz diversos benefícios para a automação de sistemas de irrigação, além de assumir um papel importante para a redução do impacto ambiental.

“Os produtores intensificam a qualidade de sua produção, economizando energia elétrica e reduzindo a utilização de água. É grande o potencial econômico, eficaz e sustentável. A Valmont já incentivava a sua utilização, através da parceria com a Solbras e, agora, passa a entregar a tecnologia diretamente ao irrigante”, disse Silva.

Durante a transmissão da FAEMG, a vice-presidente de geração distribuída da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Bárbara Rubim, que também é CEO da Consultoria Bright Strategies, destacou a sinergia que existe entre a fonte e a produção agrícola. “Agregar energia solar à produção rural aumenta a eficiência do uso do solo e traz possibilidade de outros ganhos. Um exemplo é o arrendamento de terras para que uma empresa invista no desenvolvimento de uma usina.”

“Temos trabalhado ao longo dos últimos anos com a CNA [Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil] para melhorar as condições de acesso para o produtor rural à energia solar por meio de melhores linhas de financiamento, facilitação dos processos burocráticos e criações de medidas mais favoráveis”, completou a dirigente.

Fonte: Portal Solar