WEG-reporta-desempenho-anual-positivo-em-geração-solar-distribuída-apesar-de-impactos-da-pandemia-no-segundo-trimestre-de-2020

WEG reporta desempenho anual positivo em geração solar distribuída, apesar de impactos da pandemia no segundo trimestre de 2020

Balanço total da companhia apresentou lucro líquido de R$ 514,4 milhões no trimestre, crescimento de 32% sobre o mesmo período do ano passado

Por Ricardo Casarin

A WEG reportou performance positiva em geração solar distribuída (GD) no segundo trimestre de 2020 em relação ao igual período do ano passado. A companhia apontou que o negócio sofreu queda de demanda no Brasil na comparação com os primeiros três meses do ano, em função dos impactos da pandemia de COVID-19.

“O negócio de geração solar distribuída (GD), assim como os demais negócios de ciclo curto, sofreu queda na demanda em relação ao primeiro trimestre, devido às restrições adotadas no combate à pandemia. Porém apresentou boa performance quando comparado ao segundo trimestre de 2019, dado o crescimento deste negócio nos últimos doze meses”, destacou o relatório financeiro da empresa.

A companhia atua no fornecimento de soluções em energia fotovoltaica para o mercado nacional, incluindo módulos, inversores, transformadores, cubículos e subestações, além de toda a engenharia de integração e software aplicativo, seja para usinas, indústrias, comércios ou residências.

A WEG assinalou que a área de geração, transmissão e distribuição (GTD) foi o segmento de maior destaque no trimestre. “Grande parte das receitas estão ligadas à equipamentos de ciclo longo, principalmente em transformadores e subestações entregues para projetos importantes ligados aos leilões realizados nos últimos anos.”

O balanço total da companhia apresentou lucro líquido de R$ 514,4 milhões no trimestre, crescimento de 32% sobre o mesmo período do ano passado e de 17% em relação ao primeiro trimestre de 2020. O EBITDA atingiu R$ 732,2 milhões, 36% superior ao resultado do segundo trimestre de 2019 e 9,4% ao primeiro trimestre desse ano.

“Apresentamos outro trimestre de resultados positivos, com expansão de receita, EBITDA e ROIC. Nossa carteira de equipamentos de ciclo longo, em conjunto com a agilidade nos ajustes operacionais e o impacto positivo da variação cambial, mais do que compensaram até o momento as dificuldades impostas pela pandemia de COVID-19, que causou impactos negativos importantes em parte dos nossos negócios”, relatou a empresa.

A WEG destacou que os efeitos da pandemia foram sentidos principalmente na demanda por equipamentos de ciclo curto, nas áreas de motores comerciais e appliance, tintas e vernizes e também motores Industriais, cuja retração de volumes foi similar no mercado brasileiro e no mercado externo.

“Por outro lado, a resiliência dos negócios de ciclo longo mostrou-se relevante neste momento. Estes equipamentos, ligados a projetos de longo prazo, não costumam ser afetados por volatilidades de curto prazo, dado o extenso processo de planejamento e decisão envolvidos em projetos que consomem estes tipos de produtos.”

Fonte: Portal do Solar

Fonte: Portal Solar

Deputado propõe instalação de painéis solares em escolas estaduais do Acre

Projeto de Lei do deputado Chico Viga defende o uso da energia fotovoltaica em novas edificações de escolas da rede estadual

O deputado Chico Viga (PHS) apresentou, durante sessão virtual realizada no dia 8 de julho, um projeto de lei (PL) que prevê a instalação de energia solar em novas edificações de escolas da rede estadual do Acre. A proposta enfatiza que, além das vantagens decorrentes da energia fotovoltaica, como a redução dos gases de efeito estufa, existe também o avanço tecnológico resultante dela, como o baixo custo.

A energia solar gera uma grande economia nos custos com energia elétrica por pelo menos 25 anos, tempo médio de vida útil do sistema. Viga destaca que o Estado deve avançar com esta inovação, possibilitando modelos inovadores, mais baratos e eficientes na área de educação. “O PL é um estímulo ao aproveitamento do potencial solar de suprimento de energia sem prejuízo do meio ambiente valendo-se do vasto recurso existente”, defende.

Segundo ele, o estado deve aproveitar esse sistema de geração direta de energia elétrica devido a suas vantagens de custos, preços e tecnologia. “Não optar por esta orientação é virar as costas para a economia sustentável, de baixo custo e grande eficiência”, completa.

No ranking estadual de potência instalada na modalidade de geração distribuída, o Acre está em penúltimo lugar, somente com 3,9 MW implantado até agora, ganhando apenas de Roraima, cuja produção é de 1,8 MW. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

Apesar de passar parte do tempo com algum desvio pela umidade do ar a irradiação solar do Acre – e de qualquer outra no território brasileiro – é maior que a de vários países europeus, como a Alemanha, que vem usando largamente o sol como fonte de energia renovável. Há bairros inteiros abastecidos apenas com essa modalidade.

O estado vem mostrando interesse na energia solar. No dia 9 de julho, o vereador Eduardo Farias apresentou um anteprojeto de lei que sugere a instalação de sistema solar fotovoltaico em prédios públicos da Capital. Caso seja aprovado, ideia é que todos estejam equipados com o sistema no prazo de 10 anos

Fonte: Portal Solar

Engie-e-Air-Liquide-querem-criar-projeto-de-energia-limpa-em-larga-escala-na-França

Engie e Air Liquide querem criar projeto de energia limpa em larga escala na França

Empresa quer construir complexos solares e usar sobra de eletricidade para produzir hidrogênio a partir da eletrólise da água

As gigantes francesas Engie e Air Liquide querem construir complexos de energia solar capazes de abastecer 450 mil residências na região da Provença, com sobra de eletricidade suficiente para produzir hidrogênio a partir da eletrólise da água. O projeto chamado de “HyGreen Provence” produziria hidrogênio a partir de fontes renováveis em uma escala muito maior do que em qualquer outro lugar, além de reduzir as emissões de CO2 provenientes das operações de refino e petroquímica.

Segundo as empresas, parte do gás, que queima de forma limpa, seria vendida a refinarias e fabricantes de produtos químicos em Fos-sur-Mer, restringindo suas emissões de dióxido de carbono.

A indústria francesa já utiliza aproximadamente 1 milhão de toneladas de hidrogênio por ano e a meta do governo é que 20% a 40% dessa quantia esteja livre de carbono até 2028. Mas para isso, as empresas precisam de subsídios do governo.

O valor da produção do chamado hidrogênio verde (usando eletrólise da água e sem emitir CO2) é cerca de três vezes maior do que a reforma a vapor do metano (processo usado pelas refinarias que gera o gás causador do efeito estufa).

Gwenaelle Avice-Huet, responsável por energias renováveis, pede apoio do estado e incentivos para as empresas migrarem para o hidrogênio verde. “Precisamos ganhar escala com projetos de tamanho significativo para reduzir custos”, disse.

A União Europeia informou que a indústria do hidrogênio se beneficiará de pacotes de estímulo destinados a recuperar as economias dos países que foram duramente atingidos pela pandemia do coronavírus. A ideia é que as empresas consigam produzir hidrogênio a um custo competitivo até o final da década.

Inicialmente, o projeto HyGreen Provence seria conectado a um local de armazenamento e à rede de gás. O combustível seria usado para abastecer frotas locais de ônibus e caminhões elétricos. Segundo Avice-Huet, sua capacidade de eletrólise seria ampliada para até 250 megawatts em 2026. Isso produziria cerca de 20 mil toneladas de hidrogênio limpo por ano.

Pierre-Etienne Franc, chefe da divisão de hidrogênio da Air Liquide, segunda maior fabricante mundial de gases industriais, reforçou a necessidade de financiamento de grandes projetos-piloto para demonstrar sua viabilidade e acrescentou que a empresa busca subsídios para desenvolver eletrolisadores capazes de abastecer grandes consumidores, incluindo siderúrgicas, e plantas de liquefação para transportar o gás até clientes de menor porte.

“Precisamos criar uma cadeia de suprimentos baseada em hidrogênio líquido para transportar o combustível até os usuários finais, em locais onde não seria competitivo construir um eletrolisador”, disse Franc. O uso do hidrogênio também deve acelerar a transição energética e ajudar a alcançar a meta do bloco de se tornar neutro em carbono até 2050.

Fonte: Portal Solar

Fonte: Portal Solar

Garmin lança mais uma linha de smartwatches com tecnologia solar

Após os lançamentos recentes do Quatiz 6X Solar e do fēnix 6X PRO Solar, a Garmin aposta em mais uma gama de smartwatches com tecnologia solar: fēnix 6 e 6S, Instinct e Tactix Delta. Segundo a empresa, tecnologia solar da Garmin proporciona uma vida útil extraordinária à bateria. Os modelos integram perfis de atividade para surf, bTT, escalada indoor, bouldering, ski de montanha, com ferramentas para gerir a autonomia do relógio, bem-estar e aplicações de monitorização.

O CEO da Garmin Iberia, Salvador Alcover, destaca que os relógios GPS multidesportivos Garmin são a melhor escolha para atletas e aventureiros que querem avançar e superar cada novo desafio. “Com esta tecnologia, passamos a falar sobre a vida útil da bateria em dias e semanas, e até meses. O que lhe permite desfrutar por mais tempo”, comenta.

A nova tecnologia Power Glass, patenteada e desenvolvida pela equipe de engenheiros da Garmin, permite o carregamento do relógio pela energia solar, por meio de uma capa semitransparente, praticamente invisível, de células solares fotovoltaicas localizadas na lente do relógio. Essas células recolhem a energia do sol ao longo do dia, quando o relógio é exposto à luz. O painel solar está protegido por Corning Gorilla Glass 3, projetado com um tratamento DX resistente à prova de riscos, anti-brilho e à prova de impressões digitais.

No caso do fênix solar 6, o sistema de carregamento capta energia solar em duas zonas: por um lado, em torno do perímetro do painel, onde está localizada uma região que recolhe energia solar com máxima eficiência. Por outro lado, toda a superfície do ecrã (tela de projeção) do relógio também permite a captura solar. No Instinct, grande parte do rebordo da sua tela são células fotovoltaicas que são responsáveis por capturar toda a energia solar com a máxima eficiência.

Por meio de uma ferramenta de medição, junto à carga, é possível verificar rapidamente o desempenho e a capacidade de captura solar do relógio, diretamente no pulso e em tempo real. Além disso, reforçando a gestão da autonomia, a função personalizável Power Manager, também denominado de Administrador de Energia e disponível em todos os relógios solares, permite que os utilizadores ajustem e controlem a vida útil da bateria, desativando certas funções para prolongar a sua vida útil de acordo com as suas necessidades.

Segundo a empresa, o carregamento solar na bateria possibilita mais autonomia de uso e menos limitações para que os utilizadores possam desfrutar da aventura por mais tempo sem sacrificar todas as funcionalidades, perfis de atividade e funções inteligentes incluídas nos dispositivos.

“A Garmin continua a investindo e desenvolvendo sua própria tecnologia inovadora para facilitar e atender às necessidades dos utilizadores no seu dia a dia”, destaca o CEO.

A inclusão destes dispositivos à gama solar traz vantagem competitiva à Garmin, adicionando valor aos seus dispositivos, e ao mesmo tempo ajudando os seus utilizadores a ganharem tempo e experiências ao ar livre com total liberdade, deixando de lado os cabos de carregamento.

Fonte: Portal Solar

Fonte: Portal Solar

Primeiro pivô de irrigação do mundo acionado apenas por energia solar opera em Perdizes (MG), informa a Solbras

Com potência de 128 kWp, o sistema alimenta o equipamento capaz de irrigar 96,4 hectares por uma média de 6 a 8 horas por dia

Por Ricardo Casarin

O primeiro pivô para irrigação do mundo acionado apenas por energia solar foi implementando no munícipio de Perdizes (MG) informou o diretor comercial da Solbras, Rui Ruas, durante uma transmissão ao vivo promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG).

O projeto pioneiro foi desenvolvido em conjunto com a Valley e foi instalada uma usina fotovoltaica exclusivamente para o teste. Com potência de 128 kWp, o sistema alimenta um pivô capaz de irrigar 96,4 hectares por uma média de 6 a 8 horas por dia. “Esse sistema vem sendo testado há mais de seis meses. Está funcionando perfeitamente e atendendo a todos os requisitos”, declarou Ruas.

O executivo contou que Minas Gerais foi escolhida para receber o projeto em função de facilidades logísticas e da vocação do estado para o agronegócio e para a geração fotovoltaica. “A sede da Valley é em Uberaba. Ficou mais fácil para nossos engenheiros realizar os testes na região. Minas Gerais também tem uma incidência solar muito boa e uma vocação agrícola. Dos 425 projetos que já instalamos no Brasil, 80% são no agronegócio. Estamos nos aprofundando nesse segmento no estado.”

Recentemente, a Solbras foi adquirida pela Valmont, que também é proprietária da marca Valley, empresa especializada em irrigação. Na ocasião, o diretor-presidente da Valmont, Renato Silva, comentou que a energia fotovoltaica traz diversos benefícios para a automação de sistemas de irrigação, além de assumir um papel importante para a redução do impacto ambiental.

“Os produtores intensificam a qualidade de sua produção, economizando energia elétrica e reduzindo a utilização de água. É grande o potencial econômico, eficaz e sustentável. A Valmont já incentivava a sua utilização, através da parceria com a Solbras e, agora, passa a entregar a tecnologia diretamente ao irrigante”, disse Silva.

Durante a transmissão da FAEMG, a vice-presidente de geração distribuída da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Bárbara Rubim, que também é CEO da Consultoria Bright Strategies, destacou a sinergia que existe entre a fonte e a produção agrícola. “Agregar energia solar à produção rural aumenta a eficiência do uso do solo e traz possibilidade de outros ganhos. Um exemplo é o arrendamento de terras para que uma empresa invista no desenvolvimento de uma usina.”

“Temos trabalhado ao longo dos últimos anos com a CNA [Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil] para melhorar as condições de acesso para o produtor rural à energia solar por meio de melhores linhas de financiamento, facilitação dos processos burocráticos e criações de medidas mais favoráveis”, completou a dirigente.

Fonte: Portal Solar